Saiba mais sobre o autor de Os miseráveis, Victor Hugo
Olá, pessoal!
Nesse ano a Penguin-Companhia chegou com tudo! Se você já conhece o último lançamento (Convívio, de Dante Alighieri), vai gostar de saber sobre um dos autores queridinhos do público, e da editoria Penguin: Victor Hugo. Você também é apaixonado por esse francês?
Vida
Victor Hugo nasceu em Besançon, na França, em 1802, e passou a infância em Paris. Em 1819, fundou com seus irmãos a revista Conservateur Littéraire e ganhou, no mesmo ano, o concurso da Académie des Jeux Floraux. Aos vinte anos, publicou a reunião de poemas Odes e poesias diversas, mas foi o prefácio da peça Cromwell que o projetou como o principal nome do romantismo na França. O romance histórico O corcunda de Notre-Dame (1831) o levou a ser nomeado membro da Academia Francesa, em 1841. Eleito deputado da Segunda República em 1848, apoiou a candidatura do príncipe Luís Napoleão, porém se exilou quando este chegou ao poder três anos mais tarde, através de um golpe de Estado. Durante o Segundo Império, em oposição a Napoleão, morou em Jersey, Guernsey e Bruxelas. A partir de 1849, Victor Hugo dedicou sua obra a política, religião e filosofia. Depois de anos no exílio e de volta à França, foi eleito primeiro para a Assembleia Nacional e, mais tarde, para o Senado. Foi enterrado num caixão humilde no Panthéon, depois de ficar vários dias exposto sob o Arco do Triunfo.Obras mais conhecidas
O corcunda de Notre-Dame
Adaptado inúmeras vezes para as telas e os palcos, este drama medieval de Victor Hugo conta a história da bela Esmeralda, uma cigana adorada por três homens: o arquidiácono Frollo, o corcunda Quasímodo e o capitão Phoebus. Falsamente acusada de tentar matar Phoebus, que quase a violentou, Esmeralda é sentenciada à morte, e salva da forca por Quasímodo, que a defende até o fim.Para além da questão amorosa, descortina-se uma série de tragédias que falam sobre revolução e luta social, sobre amor e perda, sobre destino e livre arbítrio, protagonizadas por personagens que vão desde o rei da França até os mendigos nos esgotos de Paris. E, no centro de tudo, a grande e onipresente Catedral de Notre-Dame.
Os trabalhadores do mar
Traduzido para o português por Machado de Assis, o livro conta a história de Gilliat, um jovem trabalhador rejeitado pela comunidade onde vive que se apaixona por Déruchette, a bela sobrinha do armador Lethierry. Para conquistar a jovem, Gilliat enfrenta uma batalha com a natureza para recuperar o motor do navio naufragado de Lethierry, um vapor, grande invenção da época. A ilha de Guernesey, onde a trama se passa e onde Victor Hugo viveu num exílio auto infligido, serve de palco mundano para um drama de questões profundas. O livro será publicado no Brasil pela Penguin-Companhia.
Os miseráveis
Considerado a obra-prima de Victor Hugo, este romance se desdobra em muitos: é uma história de injustiça e heroísmo, mas também uma ode ao amor e também um panorama político e social da Paris do século XIX. Pela história de Jean Valjean, que ficou anos preso por roubar um pão para alimentar sua família e que sai da prisão determinado a deixar para trás seu passado criminoso, conhecemos a fundo a capital francesa e seu povo, o verdadeiro protagonista. Na via crucis que é o romance sobre a vida de Valjean, são retraçadas as misérias cotidianas e os dias de glória do povo francês, que fez das ruas seu campo de batalha e das barricadas a única proteção possível contra a violência cometida pela lei.
Novidade chegando!
Parece que a Disney está produzindo uma versão do filme O corcunda de Notre-Dame com atores! Veja só:
Curiosidade
“Ele comprou um pote de tinta e um enorme xale de tricô cinza, que o cobria dos pés à cabeça, trancafiou as roupas formais para não ficar tentado a sair e entrou no romance como se fosse um presídio. Estava muito triste.”
Esse relato encantadoramente doméstico de Victor Hugo que mostra seus preparativos, no outono de 1830, para escrever O corcunda de Notre-Dame foi feito por sua esposa, Adèle, que na década de 1860 publicou um livro de memórias de título peculiar (ditado, algumas pessoas insinuam, pelo próprio retratado): Victor Hugo raconté par un témoin de sa vie [Victor Hugo recontado por uma testemunha de sua vida]. (...)
Hugo começou a escrever a sério em 1o de setembro; o romance foi terminado, por incrível que pareça, em 14 ou 15 de janeiro do ano seguinte: um livro de quase 200 mil palavras escrito em quatro meses e meio. Mesmo admitindo-se que as anotações de Hugo estavam prontas e o romance em si já estava esquematizado, foi uma façanha formidável da obstinação. Adèle, que confessa ter um fraco por impor coincidências à cronologia de resto monótona de sua vida conjugal, alega que o romance e a tinta acabaram ao mesmo tempo, e que o enorme manuscrito foi produto de um único pote de tinta. Victor, diz ela, brincava com a ideia de chamar o livro de O que há em um pote de tinta.”
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